Contratura de Dupuytren
É caracterizada pela contratura ("encurtamento") de um tecido fino chamado fáscia que se encontra na palma da mão. Sua evolução possui características progressivas que se iniciam por pequenas depressões na pele da palma da mão, que frequentemente evoluem para o crescimento de nódulos bem definidos, dando um aspecto de corda.
Em fases avançadas, esta doença causa severas e incapacitantes contraturas da pele da palma da mão e de um ou mais dedos. Esta afecção também pode atingiar a fascia plantar (planta do pé), porém nestes casos sem provocar contraturas dos dedos.
A maior incidência desta contratura ocorre no homem, entre a quinta e sétimas décadas de vida, com origem ou descendência européia. James, enfatiza a extrema raridade destas afecões nos povos de descendência chinesa, indiana e em negros.
A real causa desta doença ainda permanece obscura. Existe alta incidência desta doença em epilépticos, alcoólatras, diabéticos e pacientes que passaram grande período acamados.
Diagnóstico
É realizado através da clinica do paciente. A doença pode ser detectada pela presença de depressões ou invaginações na pele da palma da mão. Em geral, as doenças progridem para o aparecimentos de nodulações de maior ou menor tamanho, localizadas na palma, mais especificamente na prega palmar distal, e com maior frequência em direção ao dedo anular.
A contratura da fáscia palmar leva a flexão (fechamento) dos dedos.
Prognóstico
É difícil de ser determinado. Não existem regras. Dois pacientes com a mesma doença podem evoluir de maneiras completamente distintas. O tratamento cirúrgico é um tratamento efetivo para esta afecção, e consiste na retirada da aponeurose palmar doente. A grosso modo, a indicação da cirurgia, existe quando uma contratura em flexão é observada (dedos dobrados e rígidos). É muito interessante o acompanhamento de um fisioterapeuta especializado nos períodos pré e pós-cirúrgicos afim de melhorar as chances de sucesso.



